Sou filho do povo.
Povo que lavas no rio.
Metade ficou.
Metade partiu.
Sou filho do pão.
Pão que faltou.
Metade partiu.
Metade ficou.
Sou filho do sol.
Mas a noite traz frio.
Metade ficou.
Metade partiu.
Sou filho da sorte.
Que a sorte ditou.
Metade partiu.
Metade ficou.
Sou filho da chuva.
Da chuva do rio.
Sou a metade que ficou.
Sou a metade que partiu.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
TARDE DEMAIS
Prometi,
que voltava,
antes da noite,
ser escura,
que a ti,
retornava,
que fugia,
da sua ternura.
Mas não consigo,
não mo peças.
Eu tentei,
juro-te,
que tentei.
Até deixei,
meu coração contigo,
mas fui eu,
que não voltei.
Mas,
o meu peito,
arde,
e já não,
se consegue,
calar,
cada vez,
que chego tarde,
e tal,
como ela,
estás a chorar.
E,
qualquer dia,
acabo,
com esta loucura,
e dou,
os passos finais,
e,
perdido,
na noite escura,
espero,
até ser...
...tarde demais.
que voltava,
antes da noite,
ser escura,
que a ti,
retornava,
que fugia,
da sua ternura.
Mas não consigo,
não mo peças.
Eu tentei,
juro-te,
que tentei.
Até deixei,
meu coração contigo,
mas fui eu,
que não voltei.
Mas,
o meu peito,
arde,
e já não,
se consegue,
calar,
cada vez,
que chego tarde,
e tal,
como ela,
estás a chorar.
E,
qualquer dia,
acabo,
com esta loucura,
e dou,
os passos finais,
e,
perdido,
na noite escura,
espero,
até ser...
...tarde demais.
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