Vai partindo,
devagar,
sem saber,
o seu destino,
como lágrima,
a rolar,
num rosto,
de um menino.
Já perdeu,
o sul,
ao norte,
já rasgou,
a ilusão,
virou as costas,
à sorte,
deitou as penas,
ao chão.
Perdeu-se,
no fim,
da estrada,
onde,
a noite,
se faz dia,
disse,
adeus,
à madrugada,
sem saber,
o que fazia.
Vai pisando,
os seus,
medos,
falando,
à solidão,
para que,
não fiquem,
segredos,
da sua,
partida,
em vão.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
NOITE
Passa a noite,
quando passa,
e descobre o teu amor.
A luz
bate ténue,
na vidraça,
embaciada,
pelo teu calor.
Passa a noite,
passam as horas,
passa o sul,
e o norte.
Já não dói,
já não choras,
abandonas-te,
à sorte,
num lugar,
onde já não moras.
Passa o tempo,
devagar,
onde o tempo,
já não passa,
já não há tempo,
para ficar,
já não há luz,
na vidraça.
quando passa,
e descobre o teu amor.
A luz
bate ténue,
na vidraça,
embaciada,
pelo teu calor.
Passa a noite,
passam as horas,
passa o sul,
e o norte.
Já não dói,
já não choras,
abandonas-te,
à sorte,
num lugar,
onde já não moras.
Passa o tempo,
devagar,
onde o tempo,
já não passa,
já não há tempo,
para ficar,
já não há luz,
na vidraça.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
JURA QUE ME DIZES
Jura que me dizes,
amor,
se,
me esquecer de te amar,
se,
a tristeza me afastar,
de teus braços,
e,
perdido do teu calor,
perder o norte,
e,
nunca mais achar,
a tua boca.
Juras que me dizes,
querida,
se,
me esquecer,
de te dizer,
que te amo,
que te quero,
que te adoro,
mas,
que raramente,
o digo,
o demonstro,
o falo.
Jura que me dizes,
paixão,
se,
algum dia,
achares,
que o caminho,
que nos separa,
é maior,
do que o que nos une.
Porque,
eu,
juro-te,
que jamais,
me perdoarei,
por te perder,
por não te dizer,
o quanto,
te amo.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
FICA BEM
Mão na mão,
bate depressa
o coração,
já não há mais ilusão,
nesta vida,
de cão.
Se caíres,
cai de pé,
irmão,
não caias,
na tentação,
não andes,
ao beija mão,
não entres,
em contra mão.
Se falares,
fala-me ao coração,
não faças promessas,
em vão,
só contam,
os que cá estão,
deixa-te de tretas,
de mão.
Se partires,
parte em paz,
então,
não te feches,
em solidão,
ir em frente,
é solução,
leva em ti a canção.
E canta,
toda a palavra,
é canhão,
abre as portas,
da razão,
deixa a nu,
a emoção,
porque viver...
é ter paixão.
Fica bem...
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
METADES DE MIM.
Sou filho do povo.
Povo que lavas no rio.
Metade ficou.
Metade partiu.
Sou filho do pão.
Pão que faltou.
Metade partiu.
Metade ficou.
Sou filho do sol.
Mas a noite traz frio.
Metade ficou.
Metade partiu.
Sou filho da sorte.
Que a sorte ditou.
Metade partiu.
Metade ficou.
Sou filho da chuva.
Da chuva do rio.
Sou a metade que ficou.
Sou a metade que partiu.
Povo que lavas no rio.
Metade ficou.
Metade partiu.
Sou filho do pão.
Pão que faltou.
Metade partiu.
Metade ficou.
Sou filho do sol.
Mas a noite traz frio.
Metade ficou.
Metade partiu.
Sou filho da sorte.
Que a sorte ditou.
Metade partiu.
Metade ficou.
Sou filho da chuva.
Da chuva do rio.
Sou a metade que ficou.
Sou a metade que partiu.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
TARDE DEMAIS
Prometi,
que voltava,
antes da noite,
ser escura,
que a ti,
retornava,
que fugia,
da sua ternura.
Mas não consigo,
não mo peças.
Eu tentei,
juro-te,
que tentei.
Até deixei,
meu coração contigo,
mas fui eu,
que não voltei.
Mas,
o meu peito,
arde,
e já não,
se consegue,
calar,
cada vez,
que chego tarde,
e tal,
como ela,
estás a chorar.
E,
qualquer dia,
acabo,
com esta loucura,
e dou,
os passos finais,
e,
perdido,
na noite escura,
espero,
até ser...
...tarde demais.
que voltava,
antes da noite,
ser escura,
que a ti,
retornava,
que fugia,
da sua ternura.
Mas não consigo,
não mo peças.
Eu tentei,
juro-te,
que tentei.
Até deixei,
meu coração contigo,
mas fui eu,
que não voltei.
Mas,
o meu peito,
arde,
e já não,
se consegue,
calar,
cada vez,
que chego tarde,
e tal,
como ela,
estás a chorar.
E,
qualquer dia,
acabo,
com esta loucura,
e dou,
os passos finais,
e,
perdido,
na noite escura,
espero,
até ser...
...tarde demais.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
ADEUS
Diz-me,
que me amas,
diz-me,
uma ultima vez.
Eu sei,
como te chamas,
mostra-me,
a tua nudez.
Conta-me,
histórias banais,
aperta-me,
nos teus seios.
Faz-me,
coisas carnais,
conta-me,
os teus receios.
Esconde-me,
da lua,
faz de mim,
madrugada.
E,como sombra,
da rua,
não fales,
não digas nada.
Deixa-me,
pensar que me amas,
que já não queres,
partir,
que prometes,
que me chamas,
se eu estiver,
a dormir.
que me amas,
diz-me,
uma ultima vez.
Eu sei,
como te chamas,
mostra-me,
a tua nudez.
Conta-me,
histórias banais,
aperta-me,
nos teus seios.
Faz-me,
coisas carnais,
conta-me,
os teus receios.
Esconde-me,
da lua,
faz de mim,
madrugada.
E,como sombra,
da rua,
não fales,
não digas nada.
Deixa-me,
pensar que me amas,
que já não queres,
partir,
que prometes,
que me chamas,
se eu estiver,
a dormir.
sábado, 24 de julho de 2010
REVOLTA
Fiquei sentido.
que me fechei,
num mundo,
sem regras,
nem lei.
Já só sei,
que nada sei.
Tenho a cabeça,
ás avessas.
Já parti,
umas quantas peças.
Já não quero,
jogar ao "meças".
Não vou lá,
mesmo que peças.
Agora não sou capaz.
Já perdi,
todo o meu gás.
Sou um soldado,
da paz.
Já não quero,
mais Alcatraz.
Quero pensar,
direito.
Falar coisas,
do peito.
Rir a torto e a direito.
Estar vivo,
e satisfeito.
Não ser um tiro perdido,
querer ficar,
sem ter partido.
Ser um livro,
já lido.
Não ficar calado,
por estar sentido.
Tão sentido,
que me calei.
Tão calado,que me calei.
que me fechei,
num mundo,
sem regras,
nem lei.
Já só sei,
que nada sei.
Tenho a cabeça,
ás avessas.
Já parti,
umas quantas peças.
Já não quero,
jogar ao "meças".
Não vou lá,
mesmo que peças.
Agora não sou capaz.
Já perdi,
todo o meu gás.
Sou um soldado,
da paz.
Já não quero,
mais Alcatraz.
Quero pensar,
direito.
Falar coisas,
do peito.
Rir a torto e a direito.
Estar vivo,
e satisfeito.
Não ser um tiro perdido,
querer ficar,
sem ter partido.
Ser um livro,
já lido.
Não ficar calado,
por estar sentido.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
PAIXÃO DO SILÊNCIO
Quando o silêncio se cala,
ficando sem palavras,
ficando sem palavras,
calado,
pensa a medo,
pensa a medo,
que te fala,
sem nunca te ter falado.
E diz coisas,
sem nunca te ter falado.
E diz coisas,
nunca ditas,
palavras que ficaram por calar,
verdades,
palavras que ficaram por calar,
verdades,
que sabe que acreditas,
caladas,
caladas,
na hora de falar.
E fala,
E fala,
que grita,
calado,
tentando,
tentando,
calar,
o que fala,
sem nunca ter gritado,
que é,
sem nunca ter gritado,
que é,
por ti,
que se cala.
terça-feira, 20 de julho de 2010
EU E TU
Partilhas o mesmo espaço,
és filho da mesma sorte.
És mão do mesmo abraço,
mas,és sul e eu sou norte.
Somos céu da mesma terra,
estrelas do mesmo luar.
Vento frio da mesma serra,
mas és sol e eu sou mar.
Cantamos a mesma canção,
tocamos a mesma melodia.
Escrevemos no mesmo coração,
mas tu és noite e eu sou dia.
Escrevemos o mesmo fado,
que a mesma dor escreveu.
Somos faces do mesmo lado,
eu sou Tu,e tu és Eu.
és filho da mesma sorte.
És mão do mesmo abraço,
mas,és sul e eu sou norte.
Somos céu da mesma terra,
estrelas do mesmo luar.
Vento frio da mesma serra,
mas és sol e eu sou mar.
Cantamos a mesma canção,
tocamos a mesma melodia.
Escrevemos no mesmo coração,
mas tu és noite e eu sou dia.
Escrevemos o mesmo fado,
que a mesma dor escreveu.
Somos faces do mesmo lado,
eu sou Tu,e tu és Eu.
domingo, 11 de julho de 2010
ESCURIDÃO
Mergulhas na escuridão,
perdido nas palavras,
que não dizes,
ferido pelas respostas,
que não ouves.
A luz agora é inimiga,reveladora,
traidora de teus pensamentos,
pura provocação.
Fechas os olhos com medo,
que a escuridão não seja suficiente,
que revele a tua posição.
E choras.
Primeiro baixinho,
depois rasgado,
por fim vencido.
Agora já nada importa,
já não vale a pena,
terminou,
ela partiu.
Partiu e levou com ela as cores,
os aromas,
os beijos.
Agora só restam as sombras,
a dependência,
o caos.
E aquela carta.
Aquela maldita carta,
que lês e tornas a ler,
numa tentativa absurda,
de tentar entender,
o que não se explica.
E dói-te.
Já não a partida,
os motivos,
a traição,
apenas o vazio,
que só a escuridão preenche.
domingo, 20 de junho de 2010
CULPA
Dói-me,a noite,que cai em mim.
Quase por instinto,deito-me a teu lado.
E nas ondas,do teu lençol,de cetim,
quero-te falar,mas fico calado.
Quero-te dizer o que sinto.
Libertar,as amarras,que me sufocam.
Mas,cobardemente,minto,
assim,que teus olhos,me tocam.
E a noite,já destila,madrugada.
Teu corpo a pedir a redenção.
Mas a prece mantêm-se calada,
pela palma da minha mão.
Teu peito já não esconde,a tristeza,
que tua boca teima em não falar,
e apagas a luz acesa,
só para não te ver chorar.
E eu choro também baixinho,
tão baixo,que fico calado.
E fico a chorar sozinho,
sozinho,ao teu lado.
Quase por instinto,deito-me a teu lado.
E nas ondas,do teu lençol,de cetim,
quero-te falar,mas fico calado.
Quero-te dizer o que sinto.
Libertar,as amarras,que me sufocam.
Mas,cobardemente,minto,
assim,que teus olhos,me tocam.
E a noite,já destila,madrugada.
Teu corpo a pedir a redenção.
Mas a prece mantêm-se calada,
pela palma da minha mão.
Teu peito já não esconde,a tristeza,
que tua boca teima em não falar,
e apagas a luz acesa,
só para não te ver chorar.
E eu choro também baixinho,
tão baixo,que fico calado.
E fico a chorar sozinho,
sozinho,ao teu lado.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
A TUA MÃO
Dá-me a tua mão,
aperta-me,
nos teus dedos,
abraça-me,
a solidão,
partilha meus segredos.
Fala-me baixo,
ao ouvido,
conta-me histórias,
ao dormir,
e se me encontrares partido,
agarra-me,
não me deixes fugir.
Amarra-me,
ao teu peito,
diz-me coisas banais.
E,despida,
no teu leito,
faz-me coisas carnais.
Mas,
não deixes,
que te fascine,
com a terra,a lua e o sol,
e o nosso amor assassine,
nas dobras quentes,
do teu lençol.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
QUASE IMPERCEPTÍVEL...
Quase imperceptível,
cai a noite,
no teu olhar.
Teu peito abre-se,
em mil opções,
revelando,um a um,teus segredos.
Tua pele,
torna-se o centro do teu mundo,
e beijada,
pelas minhas mãos,
tenta resistir,
mas a ousadia dos meus lábios,
cala-lhe a voz,
trava-lhe a língua,
e impotente,
rendesse,
aos meus avanços.
Primeiro,
em suaves movimentos,
como querendo perpetuar o momento.
Depois,
em violentos desassossegos,
exorcizando emoções,
fazendo da tua alma,
do teu corpo,
apenas ventre,
e de mim,
embrião.
E podia jurar,
que vi uma estrela cadente,
quando,
quase imperceptível,
cai a noite,
no teu olhar.
cai a noite,
no teu olhar.
Teu peito abre-se,
em mil opções,
revelando,um a um,teus segredos.
Tua pele,
torna-se o centro do teu mundo,
e beijada,
pelas minhas mãos,
tenta resistir,
mas a ousadia dos meus lábios,
cala-lhe a voz,
trava-lhe a língua,
e impotente,
rendesse,
aos meus avanços.
Primeiro,
em suaves movimentos,
como querendo perpetuar o momento.
Depois,
em violentos desassossegos,
exorcizando emoções,
fazendo da tua alma,
do teu corpo,
apenas ventre,
e de mim,
embrião.
E podia jurar,
que vi uma estrela cadente,
quando,
quase imperceptível,
cai a noite,
no teu olhar.
terça-feira, 25 de maio de 2010
A COR DO TEU BATÔN
Quando na rua passas,
com teu ar altivo
cheio de bom tom,
matas em mim as desgraças,
em vermelho vivo,
Cá para mim,
trazes contigo um dom,
ou uma estrelinha a brilhar,
se me pedisses diria sim,
a tudo o que quisesses bombom,
só para olhares para mim,
quando vens na rua a passar.
com teu ar altivo
cheio de bom tom,
matas em mim as desgraças,
em vermelho vivo,
quando na rua passas,
da cor do teu batôn.Cá para mim,
trazes contigo um dom,
ou uma estrelinha a brilhar,
se me pedisses diria sim,
a tudo o que quisesses bombom,
só para olhares para mim,
quando vens na rua a passar.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
SAMBA DE FADO
Ás vezes,tento apanhar,o compasso,
que,do teu peito,bate alternado,
tentando resistir,ao meu amasso,
na fúria do desejo assolapado.
E encosto,meu ouvido,no teu peito,
tentando,na melodia,encontrar,
o poema do teu corpo,no meu leito,
à espera,dos versos,do teu olhar.
Nos lábios,o fogo e o sabor a mel,
a tua voz não esquecerei jamais,
meus dedos,dedilhando,na tua pele,
acordes,desses, "jeitos" tropicais.
E,enquanto o ritmo não "descamba",
nesse teu louco coração desafinado,
eu vou dançando alegre o teu samba,
e tu vais tocando,a medo,o meu fado.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
QUANDO CHORAS...
Quando choras,
teus olhos ficam sem voz,
e as ruas estreitas.
Tão estreitas,
que já nem ruas são,
apenas meros caminhos,
onde já não passam,
os teus sonhos,
nem os sonhos dos outros.
Quando choras,
tuas mãos não falam.
Cerram-se num silêncio,
que de tão calado,
até a própria dor magoa.
Quando choras,
teu corpo não grita,
fica deitado,
à espera,
de algo,
de alguém,
de ninguém,
de ti,
de mim.
E eu nunca venho...quando choras.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Crónicas do Portugal dos pequeninos
O filho do Geppetto e o Passos largos,unidos,pela salvação de Portugal....
Até me dá arrepios na espinha...
Se um é artista...o outro,para lá caminha ....a Passos largos.
Incomoda-me saber que ninguém se interrogue pelo porquê dessa santa aliança.
E não me venham com a imagem positiva de Portugal,como se alguma vez a tivéssemos.
Ou com a estabilidade para as agências económico-financeiras,como se esse fosse o critério pelo qual se regem.
E,se fosse,para o bem de Portugal,bastava pedirem a demissão.
Assusta-me o facto de saber que nem um,nem o outro sabem bem o que fazer,e que para os restantes,o casamento entre pessoas do mesmo sexo assume honras de estado,quando há muito está em descrédito noutras preferências sexuais.
O Parlamento tenta apurar se o filho do Geppetto mentiu,(bastava olhar para o nariz) quando disse nada saber do negócio PT-TVI,e para isso chamou metade da população politico-jornalìstico-empresarial de Portugal e arredores.
Cheira-me a que o resultado destes inquéritos revelem que a montanha pariu um rato.
O Luís fintas foi contratado para apoiar o filho do Geppetto,mediante avultada soma de euros,o que vem dar razão aos das pesetas e coerência á sua personalidade.
O Escavacas da Silva,vive no dilema de deixar Belém,sem ter feito tantas viagens como o Mário é fixe ou de instalar o AVG no computador,tendo pelo meio a certeza que essa coisa de casar pessoas do mesmo sexo pode afectar a imagem que temos dele como o irredutível Marafado.
Assim se vai por este cantinho à beira-mar plantado,onde paga o povo pelo PECador.
terça-feira, 27 de abril de 2010
ABRIL
Já não desfilas na rua,
com punhos erguidos e mãos fechadas.
Já não és,paz, pão, habitação,saúde,
nem unidade sindical.
Já não és liberdade sentida,
pela boca tantas vezes fechada.
Já não és cravada em flor,
aroma de verdade proibida,
palavra carregada de mão em mão.
Já não és memória recente,
faca de gume afiado,
cantada em subjectiva canção.
Foste guardada em gaveta,
já sem cunho de censura.
Mas serás sempre ABRIL,
porque tatuaste no pensamento,
a Liberdade,
e adicionaste ao ADN,
o ...NUNCA MAIS...
quarta-feira, 21 de abril de 2010
PERDIDO EM MIM
Antes de ficar, perdido, em mim,
canta-me, uma doce, melodia,
que, cheire a cravo e a jasmim,
e ao, romper breve, do dia.
Não me deixes, beijar a morte,
mostra-me a palma da tua mão,
troca, o sol, à minha sorte,
escreve, o teu nome, no chão.
Grita que me queres,
que, o sol, já se deitou,
que, de todas as mulheres,
fostes, a única, que, me amou.
Adormece-me, contra o peito,
canta-me, o não, em vez, do sim,
faz, de teu corpo,meu leito,
antes de ficar perdido,em mim.
quinta-feira, 4 de março de 2010
PERFUME
Ainda acordo a pensar em ti...
Passou uma eternidade desde que te olhei nos olhos.
Ás vezes fecho os meus e tento imaginar que ainda estás.
Mas há muito que partiste.
Dou comigo a repetir os comportamentos que em ti reprovava.
Incomoda-me o facto de não conseguir despir-me de ti.
Troco tudo de lugar,na esperança de camuflar todas as tuas impressões .
Quase que consigo, se não fosse o teu perfume.
Já não o aroma intenso e cítrico que inebriava todos os meus sentidos e que nos levava a amar-nos por toda a casa.
Nem o travo a mel e canela que emanava do teu corpo, depois de juras eternas de amor.
Somente a nota base resta, quase imperceptível ,que primeiro se estranha e depois se entranha no meu ADN.
Já não dói tanto como antes.
Mas ainda acordo a pensar em ti....
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