sábado, 14 de maio de 2011

TEUS OLHOS

Mostra-me,
o que os teus olhos,
escondem,
quando,
nos meus braços,
paras o tempo,
e fazes,
das palavras reféns,
do vermelho,
dos teus lábios.
Deixa,
que me digam,
os caminhos,
de ti,
o que tatuas,
na alma,
enquanto,
as minhas mãos,
provam,
o sabor,
da tua pele.
E quando,
rendidos
à minha ousadia,
faz do ventre,
o meu olhar,
que eu faço,
do meu corpo,
o teu.

domingo, 1 de maio de 2011

Sem retorno

Já não olhas para trás,
segues sem rumo.
Perdido,
no que o vento,
te traz,
como um pedaço,
de fumo.
Já não tens medo,
traças tu,
o caminho.
E até o segredo,
contigo,
fica sozinho.
Já não sabes,
que norte,
o desnorte te traçou,
e com um pouco de sorte,
foi ele,
que te abandonou.
Já só,
do silêncio,
falas,
contas uma história,
só tua,
e mesmo nas pausas,
em que te calas,
já não tens sol,
apenas lua.
Gostava de te dar a mão,
mostrar-te,
de novo,
o caminho,
para que soubesses,
irmão,
que não caminhas,
sozinho.



segunda-feira, 11 de abril de 2011

PALMA DA MÃO

Mão que aperta,
triste,
os segredos,
na verdade incerta,
dos nós, 
dos teus dedos.
Palavras caladas,
escondidas,
de ti,
poemas,baladas,
histórias,
que não li.
De nada,
um pouco,
onde tudo,
cabe,
na pele,
de um louco,
que não diz,
o que sabe.
Pedaços de dor,
tristeza,
solidão,
restos de amor,
na palma da mão.







domingo, 10 de abril de 2011

BOÉMIA

Lança os dados,
foge da sorte,
canta o fado,
engana a morte.
Fala à lua,
revela,
teus segredos,
e às pedras da rua,
atira,
teus medos.
Faz-te viela,
num beco,
perdido,
dorme com ela,
acorda,
esquecido.
Diz adeus,
à despedida,
mostra a todos,
a madrugada,
e já com a noite,
perdida,
dá um beijo,
à alvorada.



sexta-feira, 1 de abril de 2011

PARA SEMPRE

Que alma se esconde,
atormentada,
nesses olhos,
vazios,
onde,
o negro,
se mistura,
a medo,
com a tristeza,
calada,
pela a dor,
que sem razão,
tudo envolve.
Já não sei,
o que fazer,
as palavras,
mais me parecem punhais,
e os gestos agressões,
e querendo te dizer algo,
apenas agravo,
a escuridão.
Por isso,
olho-te,
ao longe,
como se ficasse,
no cais de embarque,
com os braços,
erguidos,
bem alto,
para que vejas,
que em mim,
haverá,
sempre,
um porto seguro.
E se isso não chegar,
eu próprio,
me farei,
a esse mar,
e serei,
a proa,
que enfrentará,
as tuas tempestades.
Amo-te.

sábado, 12 de março de 2011

tiriririri tiriririri

Tornou-se insuportável o conceito de Abril,que para esta nova geração não é  mais  do que um passaporte para o "fartar de vilania"que os ex-libertadores da liberdade de expressão camuflam em dúbias sociedades anónimas,que não são mais que expoentes máximos do principio de Peter.
Os Políticos são agora pontas-de-lanças de interesses económicos instruídos muitas vezes de berço,formados em academias patrocinadas por dinheiros, tão negros como a sua própria constituição.
São autênticos profissionais,e como todos os profissionais,o vínculo patronal será sempre um obstáculo ás conviccões e ideias pessoais.
E nesta sociedade de gestores do alheio,que nasceu a mais instruída geração de sempre.
E o que devia ser motivo de orgulho e de esperança,tornou-se numa das mais fracturantes conjunturas sociais jamais vividas neste pais.
É a asfixia total,o cortar da carótida,nunca uma geração esteve tão exposta a critérios tão "estapafúrdios" para somente arranjar trabalho,o grau de formação apenas serve,como bilhete de entrada na feira da carne que são os grupos económicos,gerados pelos que outrora,apregoavam como condição sine qua non para pertencer a oligarquia vigente.
Nunca Zeca Afonso pensou que o"eles comem tudo e não deixam nada" viesse a ser um êxito (ainda que com uma batida muito mais techno),quase a 40 anos depois de servir o seu propósito.
Mas a historia é e sempre será repetitiva e os que ontem foram liberdade cairão as mãos da liberdade dos outros.
Protesta,porque esse é o caminho para a igualdade,e quanto mais igual fores a ti próprio,mais livre serás.

quinta-feira, 10 de março de 2011

INCERTEZAS

A lua,
já não chora,
a noite,
já acordou,
que faremos agora,
ao que de nós sobrou.
O que vamos fazer,
quando a noite,
já for dia,
e não conseguirmos esquecer,
que nenhum,
de nós,
mentia.
E como esconder,
tal loucura,
no olhar,
se mesmo,
sem querer,
não o conseguimos,
negar.
Acho que,
seja isto,
o que for,
e chegue,
onde chegar.
Só quero que anoiteça,
amor,
para te voltar a amar.