Mão que aperta,
triste,
os segredos,
na verdade incerta,
dos nós,
dos teus dedos.
Palavras caladas,
escondidas,
de ti,
poemas,baladas,
histórias,
que não li.
De nada,
um pouco,
onde tudo,
cabe,
na pele,
de um louco,
que não diz,
o que sabe.
Pedaços de dor,
tristeza,
solidão,
restos de amor,
na palma da mão.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
domingo, 10 de abril de 2011
BOÉMIA
Lança os dados,
foge da sorte,
canta o fado,
engana a morte.
Fala à lua,
revela,
teus segredos,
e às pedras da rua,
atira,
teus medos.
Faz-te viela,
num beco,
perdido,
dorme com ela,
acorda,
esquecido.
Diz adeus,
à despedida,
mostra a todos,
a madrugada,
e já com a noite,
perdida,
dá um beijo,
à alvorada.
foge da sorte,
canta o fado,
engana a morte.
Fala à lua,
revela,
teus segredos,
e às pedras da rua,
atira,
teus medos.
Faz-te viela,
num beco,
perdido,
dorme com ela,
acorda,
esquecido.
Diz adeus,
à despedida,
mostra a todos,
a madrugada,
e já com a noite,
perdida,
dá um beijo,
à alvorada.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
PARA SEMPRE
Que alma se esconde,
atormentada,
nesses olhos,
vazios,
onde,
o negro,
se mistura,
a medo,
com a tristeza,
calada,
pela a dor,
que sem razão,
tudo envolve.
Já não sei,
o que fazer,
as palavras,
mais me parecem punhais,
e os gestos agressões,
e querendo te dizer algo,
apenas agravo,
a escuridão.
Por isso,
olho-te,
ao longe,
como se ficasse,
no cais de embarque,
com os braços,
erguidos,
bem alto,
para que vejas,
que em mim,
haverá,
sempre,
um porto seguro.
E se isso não chegar,
eu próprio,
me farei,
a esse mar,
e serei,
a proa,
que enfrentará,
as tuas tempestades.
Amo-te.
atormentada,
nesses olhos,
vazios,
onde,
o negro,
se mistura,
a medo,
com a tristeza,
calada,
pela a dor,
que sem razão,
tudo envolve.
Já não sei,
o que fazer,
as palavras,
mais me parecem punhais,
e os gestos agressões,
e querendo te dizer algo,
apenas agravo,
a escuridão.
Por isso,
olho-te,
ao longe,
como se ficasse,
no cais de embarque,
com os braços,
erguidos,
bem alto,
para que vejas,
que em mim,
haverá,
sempre,
um porto seguro.
E se isso não chegar,
eu próprio,
me farei,
a esse mar,
e serei,
a proa,
que enfrentará,
as tuas tempestades.
Amo-te.
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