Tornou-se insuportável o conceito de Abril,que para esta nova geração não é mais do que um passaporte para o "fartar de vilania"que os ex-libertadores da liberdade de expressão camuflam em dúbias sociedades anónimas,que não são mais que expoentes máximos do principio de Peter.
Os Políticos são agora pontas-de-lanças de interesses económicos instruídos muitas vezes de berço,formados em academias patrocinadas por dinheiros, tão negros como a sua própria constituição.
São autênticos profissionais,e como todos os profissionais,o vínculo patronal será sempre um obstáculo ás conviccões e ideias pessoais.
E nesta sociedade de gestores do alheio,que nasceu a mais instruída geração de sempre.
E o que devia ser motivo de orgulho e de esperança,tornou-se numa das mais fracturantes conjunturas sociais jamais vividas neste pais.
É a asfixia total,o cortar da carótida,nunca uma geração esteve tão exposta a critérios tão "estapafúrdios" para somente arranjar trabalho,o grau de formação apenas serve,como bilhete de entrada na feira da carne que são os grupos económicos,gerados pelos que outrora,apregoavam como condição sine qua non para pertencer a oligarquia vigente.
Nunca Zeca Afonso pensou que o"eles comem tudo e não deixam nada" viesse a ser um êxito (ainda que com uma batida muito mais techno),quase a 40 anos depois de servir o seu propósito.
Mas a historia é e sempre será repetitiva e os que ontem foram liberdade cairão as mãos da liberdade dos outros.
Protesta,porque esse é o caminho para a igualdade,e quanto mais igual fores a ti próprio,mais livre serás.
sábado, 12 de março de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
INCERTEZAS
A lua,
já não chora,
a noite,
já acordou,
que faremos agora,
ao que de nós sobrou.
O que vamos fazer,
quando a noite,
já for dia,
e não conseguirmos esquecer,
que nenhum,
de nós,
mentia.
E como esconder,
tal loucura,
no olhar,
se mesmo,
sem querer,
não o conseguimos,
negar.
Acho que,
seja isto,
o que for,
e chegue,
onde chegar.
Só quero que anoiteça,
amor,
para te voltar a amar.
já não chora,
a noite,
já acordou,
que faremos agora,
ao que de nós sobrou.
O que vamos fazer,
quando a noite,
já for dia,
e não conseguirmos esquecer,
que nenhum,
de nós,
mentia.
E como esconder,
tal loucura,
no olhar,
se mesmo,
sem querer,
não o conseguimos,
negar.
Acho que,
seja isto,
o que for,
e chegue,
onde chegar.
Só quero que anoiteça,
amor,
para te voltar a amar.
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