Dizem os arautos do povo e muitas vezes com razão.
Mas nem sempre.
Por vezes as tempestades são apenas tempestades.
São tempestade que começam no nosso mar interno, como se fossem apenas ondulação normal.
Por motivos, muitas vezes, alheios a nós próprios, transformam a normalidade num caos.
E de um momento para o outro, o que era dado como adquirido ou normal, torna-se numa luta sobre-humana, num ultimo resquício de felicidade.
De repente, apenas essas sobras insignificantes se afiguram como bússola no completo desnorte interno.
E dói.
Numa dor não física.
Numa dor fantasma.
Quase como se tivessem amputado parte da alma, mas que essa soubesse exactamente qual era.
E torna-se insuportável ao avançar dos minutos, agonizante ao correr das horas e letal ao cair dos dias.
Mas no contra-senso plausível da sobrevivência, atamos os braços ao leme, na vã tentativa de chegarmos a bom porto.
E ao primeiro vislumbre, quer de terra firme ou naufrágio possível, as saudades da adrenalina de estar sem rumo, são já o embrião da tempestade seguinte, a que nos propormos ansiar.
Não fossemos nós marinheiros da vida, filhos do sal do mar, enfim portugueses.
Tens razão,migo.
ResponderEliminarPor vezes as tempestades são apenas tempestades que teimam em manter-se, que nos fazem baloiçar e andar à deriva neste mar que é a Vida.
Talvez a solução seja a Esperança, a Esperança de que se vá e deixe,para sempre, o Sol brilhar.
Da sempre amiga,Azulinha.