terça-feira, 27 de abril de 2010

ABRIL

Já não desfilas na rua,
com punhos erguidos e mãos fechadas.
Já não és,paz, pão, habitação,saúde,
nem unidade sindical.
Já não és liberdade sentida,
pela boca tantas vezes fechada.
Já não és cravada em flor,
aroma de verdade proibida,
palavra carregada de mão em mão.
Já não és memória recente,
faca de gume afiado,
cantada em subjectiva canção.
Foste guardada em gaveta,
já sem cunho de censura.
Mas serás sempre ABRIL,
porque tatuaste no pensamento,
a Liberdade,
e adicionaste ao ADN,
o ...NUNCA MAIS...

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