Quando choras,
teus olhos ficam sem voz,
e as ruas estreitas.
Tão estreitas,
que já nem ruas são,
apenas meros caminhos,
onde já não passam,
os teus sonhos,
nem os sonhos dos outros.
Quando choras,
tuas mãos não falam.
Cerram-se num silêncio,
que de tão calado,
até a própria dor magoa.
Quando choras,
teu corpo não grita,
fica deitado,
à espera,
de algo,
de alguém,
de ninguém,
de ti,
de mim.
E eu nunca venho...quando choras.
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