domingo, 20 de junho de 2010

CULPA

Dói-me,a noite,que cai em mim.
Quase por instinto,deito-me a teu lado.
E nas ondas,do teu lençol,de cetim,
quero-te falar,mas fico calado.
Quero-te dizer o que sinto.
Libertar,as amarras,que me sufocam.
Mas,cobardemente,minto,
assim,que teus olhos,me tocam.
E a noite,já destila,madrugada.
Teu corpo a pedir a redenção.
Mas a prece mantêm-se calada,
pela palma da minha mão.
Teu peito já não esconde,a tristeza,
que tua boca teima em não falar,
e apagas a luz acesa,
só para não te ver chorar.
E eu choro também baixinho,
tão baixo,que fico calado.
E fico a chorar sozinho,
sozinho,ao teu lado.





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