Passa a noite,
quando passa,
e descobre o teu amor.
A luz
bate ténue,
na vidraça,
embaciada,
pelo teu calor.
Passa a noite,
passam as horas,
passa o sul,
e o norte.
Já não dói,
já não choras,
abandonas-te,
à sorte,
num lugar,
onde já não moras.
Passa o tempo,
devagar,
onde o tempo,
já não passa,
já não há tempo,
para ficar,
já não há luz,
na vidraça.
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