quarta-feira, 24 de novembro de 2010

SEM PALAVRAS

Vai partindo,
devagar,
sem saber,
o seu destino,
como lágrima,
a rolar,
num rosto,
de um menino.
Já perdeu,
o sul,
ao norte,
já rasgou,
a ilusão,
virou as costas,
à sorte,
deitou as penas,
ao chão.
Perdeu-se,
no fim,
da estrada,
onde,
a noite,
se faz dia,
disse,
adeus,
à madrugada,
sem saber,
o que fazia.
Vai pisando,
os seus,
medos,
falando,
à solidão,
para que,
não fiquem,
segredos,
da sua,
partida,
em vão.

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