Que alma se esconde,
atormentada,
nesses olhos,
vazios,
onde,
o negro,
se mistura,
a medo,
com a tristeza,
calada,
pela a dor,
que sem razão,
tudo envolve.
Já não sei,
o que fazer,
as palavras,
mais me parecem punhais,
e os gestos agressões,
e querendo te dizer algo,
apenas agravo,
a escuridão.
Por isso,
olho-te,
ao longe,
como se ficasse,
no cais de embarque,
com os braços,
erguidos,
bem alto,
para que vejas,
que em mim,
haverá,
sempre,
um porto seguro.
E se isso não chegar,
eu próprio,
me farei,
a esse mar,
e serei,
a proa,
que enfrentará,
as tuas tempestades.
Amo-te.
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