Lança os dados,
foge da sorte,
canta o fado,
engana a morte.
Fala à lua,
revela,
teus segredos,
e às pedras da rua,
atira,
teus medos.
Faz-te viela,
num beco,
perdido,
dorme com ela,
acorda,
esquecido.
Diz adeus,
à despedida,
mostra a todos,
a madrugada,
e já com a noite,
perdida,
dá um beijo,
à alvorada.
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