Já não olhas para trás,
segues sem rumo.
Perdido,
no que o vento,
te traz,
como um pedaço,
de fumo.
Já não tens medo,
traças tu,
o caminho.
E até o segredo,
contigo,
fica sozinho.
Já não sabes,
que norte,
o desnorte te traçou,
e com um pouco de sorte,
foi ele,
que te abandonou.
Já só,
do silêncio,
falas,
contas uma história,
só tua,
e mesmo nas pausas,
em que te calas,
já não tens sol,
apenas lua.
Gostava de te dar a mão,
mostrar-te,
de novo,
o caminho,
para que soubesses,
irmão,
que não caminhas,
sozinho.
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