quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Críticas

É com alguma leveza que, por vezes, criticamos tudo e todos à nossa volta, sem contudo repararmos que nós somos também vítimas das nossas próprias críticas. Dei por mim a questionar-me se «a» está no lugar «b», não será porque não actuei no ponto «x», e deveria ter actuado em «y», ou deveria ter deixado um rol de pessoas, aceder a «n» de informações, de maneira que estas pudessem desenvolver uma quaisquer teoria, apoiada numa relativa equação, que traduzisse o descontentamento com que vejo os outros. Existisse tal formula matemática, que prazer me daria identificar as pessoas por ab menos dois ao quadrado ou x mais dois sobre a raiz quadrada de quatro. No entanto, apercebi-me que tal como na vida real, a certas pessoas, tais equações, teriam de ter, um contexto na matemática quântica, ou, uma perspectiva metafisica, da mesma , pois há, cada teorema, que por mais que se queira, torna-se impossível decifrar.
Sendo assim cheguei à triste conclusão que até num plano teórico é extremamente difícil delinear um alvo de crítica.
Não tendo suporte teórico para justificar as minhas críticas, procurei na prática acabar com elas. Puro engano, eis que me vi o alvo único da crueldade infindável da minhas críticas, e que ainda, ninguém conhecia mais obscuramente a minha alma que eu mesmo. Fez-se, em mim, luz, o único capaz de exterminar as minhas críticas era eu mesmo, pois detinha a capacidade de de acabar comigo e por fim ás críticas.
Era eu, ou as críticas, e claro que, decidi que eram as críticas. Achas mal ? Critica!!!!!!

Sem comentários:

Enviar um comentário