quinta-feira, 8 de outubro de 2009

S.O.P.A.

Nesta altura, reúne-se sempre, um painel de ditas personalidades eruditas, que com a sua fascinante personalidade, só por si, é meio caminho andado para que o meio de comunicação em causa, tenha a devida certificação de qualidade no comentário politico que faz.
É uma autêntica feira das vaidades, digna de um estudo mais aprofundado, onde se poderia, sem muito esforço, apurar, através de um corte transversal, as várias camadas de narcisismo dos pseudo- intelectuais que habitam nos meios de comunicação.
A leveza com que criticam tudo e todos, os seus conselhos sábios e a sua futurologia, apoiados, numa tão altiva capacidade, de debitar vocabulário, que muitos de nós, já pensavam estar num patamar igual ao do latim, mas que estes senhores de tão alta cultura, insistem em manter ligado ao suporte básico de vida.
E há-os aos magotes, os que foram e agora já não são, os que são e já não querem ser, os que gostariam de ser e nunca o serão, e os que não sabem o que fazem naquele sítio, mas que se acham com o direito de lá estar.
Para mim que sou um crítico de bancada, chamo a isto branqueamento de tráfico de influências, ou na melhor das hipóteses, S.O.P.A., (leia-se Síndrome Oral Politico-Aniquilante).
E se antigamente havia a sopa do Barroso, para matar a fome a quem a tinha,hoje existe a S.O.P.A. dos meios de comunicação, para matar a fome, neste caso política, a quem não tem Gamela.



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