segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Volta...

Passaste por mim, e eu nem sequer te senti.
Jamais me perdoarei, por não te ter dado a devida atenção, por não ter guardado em mim, o teu aroma, por não ter usado o teu íntimo.
Ainda tentaste fazer-te notada, com as piadas incisivas, com o olhar subtilmente lascivo, com a coreografia das tuas mãos.
Mas eu como sempre alheado, nem dei pela tua representação digna de musa de cinema, nem ouvi o teu excelente sentido de humor, não soube dançar o tango das tuas mãos.
Tu, sentida, partiste, mas não sem antes te despedires com aquele beijo demorado, com aquele abraço apertado, e o amo-te meio sibilado.
Ao qual, eu, com a negligência do costume, respondi com um oco:«Até já.».
Agora sei que foi um até sempre.
Agora sei tantas coisas.
Sei que tu fostes, porque eu deixei ir.
O que me deixa mais triste, já nem é a dor de não te ter, mas a ausência do teu cheiro na minha pele.
Quero-te tanto...Volta.


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